M ponto C - LIVE
M ponto C é uma mistura da minha adolescência e o estilo musical que eu curto desde a minha infância o RAP. M ponto C é o nome do meu grupo que foi criado em 2000 e se perdeu no tempo.
segunda-feira, 12 de maio de 2014
domingo, 11 de maio de 2014
Música - Fundão Oeste
Eu vejo todo dia muita treta e alegria,
Sempre tudo junto só podia ser aqui na periferia,
Vida do crime não vira,
Então veja o que vira,
Viver sempre em paz e harmonia,
Mano roubando, eu passando, e eu via,
Um dos maninhos ainda ria,
E no fundão oeste, muita coisa acontece,
Muita gente diz que não merece,
Viver aonde mora, não merece,
Ter que pedir esmola, não merece,
Quer sair agora, sair fora,
Tentar morar em outro lugar,
Onde não existe crime drogas armas de fogo,
A vida é um jogo,
Onde você tem que superar para não perder, sobreviver,
Aqui no fundão, tem que ser Sangue Bom,
Não precisa ser ladrão,
Considere quem o considera,
Pois no fundão oeste é isso que impera,
Ladrão que escuta uma sirene e gela,
Aqui na favela já era,
Quem mora na favela tá ligado o que que pega,
É só respeitar e já era,
Somos nós do fundão oeste,
Muita gente diz que não merece,
Viver aonde mora, não merece,
Ter que pedir esmola, não merece,
Quer sair agora, sair fora,
Tentar morar em outro lugar, 2X
Desigualdade social é muita treta,
Se não houvesse já estaria tudo firmeza,
Não haveria tanta escopeta, pt, oitão, pistola berata,
Mais enquanto houver diferenças sociais,
Não haverá a paz, estilo predominação de Satanás,
Mais Deus é mais,
Fiquei sabendo que um maluquinho quis se crescer,
Plou Jaz, pode crer,
Se ligue no que vou te dizer,
Inteligência entre os irmão,
É necessário sangue bom,
Não queira ser o que não é,
Senão não ficara em pé,
Considerado um mané,
Só de ré, mó Zé,
Seja você mesmo e pode botar uma fé,
Que é assim que é,
Hé, parceiro, vejo vários manos no cativeiro,
As vezes com um quarto e um banheiro,
Sequestradores que só pensam no dinheiro,
Milhões e milhões de reais,
É o verdadeiro mundo de Satanás,
Roupa cara, corrente de ouro,
Tem o que tem com o dinheiro dos outros,
Se eu trombo nem me envolvo,
E alguns sem dó, sentam o pipoco,
Se é loko, e não é pouco, mô sufoco,
Pra família do maluco,
Que às vezes acaba vendo ele morto,
Somos nós do fundão oeste,
Muita gente diz que não merece,
Viver aonde mora, não merece,
Ter que pedir esmola, não merece,
Quer sair agora, sair fora,
Tentar morar em outro lugar, 2X
Bandido fardado ou até engravatado,
Querem nos aniquilar, e você pode acreditar,
Que a voz do morro é que prevalece,
E alguns ainda esquece,
De ser sempre humilde,
Viver na humildade,
Acelerou Plou essa que é a verdade,
Vejo alguns canalhas,
Que merecem uma rajada na cara,
Vejo alguns malucos que se esqueceram da família,
E diz que só queria uma carreira de farinha,
Filho da puta que me julga apenas com o olhar,
Não quer nem saber só por trás falar,
Vai se ferrar, se eu trombar,
Impune não vai ficar,
Mais aí no fundão oeste é assim,
É Plou e fim não é como na Plim Plim,
É favela, quebrada, viela sim, hé,
Foda-se o Sistema sem problema,
Nosso esquema, é esse dilema,
Malandragem de verdade é viver,
Estou vivo é isso que importa pode crê,
O mano na moral morreu de velho,
O mano que se achava o esperto,
Está no cemitério,
Caralho aconteceu aqui por perto,
De um pilantra colar e mandar um cidadão honesto,
Para o Inferno,
Mais aí esse é o meu lugar,
É fundão é Oeste, é periferia,
Hé periferia.
Hé periferia.
Somos nós do fundão oeste,
Muita gente diz que não merece,
Viver aonde mora, não merece,
Ter que pedir esmola, não merece,
Quer sair agora, sair fora,
Tentar morar em outro lugar, 2X
sábado, 10 de maio de 2014
História
Em 1999 o Rap era o som que mais tocava na periferia e na
escola fazíamos rodas entre a rapaziada para batalhas de freestyle.
Assim treinávamos nossas rimas rápidas tudo no improviso,
com base nas músicas que ouvíamos na Rádio 105FM que era o único canal entre o
movimento e os seguidores.
Não tínhamos internet e quando começamos a escrever nossas
letras íamos há galeria do Rock na 24 de Maio comprar bases(instrumentais) para
ritmar nossos sons.
O M ponto C surgiu na sala de aula onde um amigo meu
apresentou um cara chamado André vulgo Dré e depois de nos conhecermos, trocar ideias sobre o movimento, grupos
prediletos e afins, decidimos criar um grupo.
O cara que nos apresentou era o Fábio, ele também fez parte
do grupo na primeira formação.
Ainda no tempo de escola antes de criar o Grupo de Rap criei
um grife de Tags chamada "CTS" que significava Criativos, daí quando
decidi criar o grupo foi só acrescentar o Manos que sempre foi a gíria entre os
amigos para identificar os parceiros exemplo "Esse á meu
mano(parceiro)".
Surgiu primeiramente o Manos Criativos que posteriormente
com influencia do grupo "RZO - Rapaziada da Zona Oeste" que era meu
predileto, modifiquei o nome para M ponto C.
Nós fizemos algumas músicas ao decorrer do tempo o Fábio que
decidiu sair do grupo por questões de tempo e afinidade também.
O Dré falou de um amigo dele de vulgo Guri para fazer parte
do grupo também, porem a passagem dele foi rápida pelo grupo e ele decidiu
sair.
Eu e o Dré levávamos o grupo adiante até que conheci o Baba
que era do Grupo Juramento Final que ele tinha montado em Francisco Morato que
começou a ensaiar mais comigo do que o próprio Dré que era do meu grupo e
morava próximo.
Eu conheci um cara NERD´s que manjava bastante de computador
e era bem zueiro.
Esse cara chamado Rafael foi me mostrar um Funk que ele
tinha feito.
Ouvi a parada e perguntei cara como você fez essa batida, e
ele falou, fiz no computador, tenho um programa que é fácil de mexer e fazer o
som que você quiser.
Fiquei maravilhado e fui até a casa dele na Zona Leste -
Penha para ele me mostrar o programa.
Achei muito loko aquela parada e ele me deu uma cópia do
programa em um CD para eu aprender mexer.
Não tinha computador então tinha que me virar para fazer as
minhas batidas, ia na casa de uns amigos que sabia que tinha computador e
falava que ia estudar umas paradas do meu curso de Informática, mais na verdade
eu ia fazer as bases.
Juntei uma grana e comprei um computador, instalei o
programa e comecei a fuçar, aprendi e comecei a fazer eu mesmo minhas bases.
O Dré depois de um tempo falou que não era aquilo que ele
queria pra vida dele, que ele curtia o movimento mas não queria ser colaborador
para o mesmo e sim ficar como espectador, daí fiquei sozinho com o meu sonho.
Convidei o Baba para entrar no meu grupo já que ele era tipo
eu, um cara que corria atrás e estava sozinho, pois ele tinha mudado de Francisco
Morato para o Jardim Rincão e não estava próximo dos outros integrantes do
grupo dele.
Ele topou e nós intercalávamos as musicas dele com as minhas
e fazíamos o corre para nos apresentar.
Coloquei mais um cara no grupo o Boca que era parceiro meu e
cantava até que bem também.
Ficou bastante tempo comigo, juntamente com o DJ Mãozinha, que teve uma passagem rápida pelo grupo.
Tinha um mano do meu trampo Negão que curtia o movimento que nem eu, monstrão no bang e ele queria ser o meu DJ, ele chama Vinícus o Nego Bene que morava no Tremembé um rolé monstro pra ensaiar em casa que fica em Taipas Z/O.
Fizemos umas apresentações em escolas, showmício e no Centro no Agosto Negro que era organizado pelo DMN e apresentado pelo Nuno Mendes.
Diversas desavenças por falta de comprometimento, distância, interesses divergentes fizeram o grupo cair no esquecimento.
O Baba que era o meu parceiro que mais cantava comigo foi morar no Morro Doce e daí complicou para dar continuidade no nosso sonho.
Cheguei a conhecer um mano da Bela Vista que cantava com o Trilha Sonora do Gueto do grupo Fusão Centro Sul que se chamava Theo.
Esse Mano queria a atenção somente para o grupo dele e não deu para nós fazermos uma família e dar uma oportunidade para meu grupo.
Conheci o mano do Peso Moral na casa dele, que viu eu cantando e achou muito loko o bang, falou assim pra mim "Mano o Bang é loko e esse assovio é do Jorge Ben? E essa Base Funkeada?", daí falei "fui eu quem fiz mano" e ele me parabenizou.
Ficou bastante tempo comigo, juntamente com o DJ Mãozinha, que teve uma passagem rápida pelo grupo.
Tinha um mano do meu trampo Negão que curtia o movimento que nem eu, monstrão no bang e ele queria ser o meu DJ, ele chama Vinícus o Nego Bene que morava no Tremembé um rolé monstro pra ensaiar em casa que fica em Taipas Z/O.
Fizemos umas apresentações em escolas, showmício e no Centro no Agosto Negro que era organizado pelo DMN e apresentado pelo Nuno Mendes.
Diversas desavenças por falta de comprometimento, distância, interesses divergentes fizeram o grupo cair no esquecimento.
O Baba que era o meu parceiro que mais cantava comigo foi morar no Morro Doce e daí complicou para dar continuidade no nosso sonho.
Cheguei a conhecer um mano da Bela Vista que cantava com o Trilha Sonora do Gueto do grupo Fusão Centro Sul que se chamava Theo.
Esse Mano queria a atenção somente para o grupo dele e não deu para nós fazermos uma família e dar uma oportunidade para meu grupo.
Conheci o mano do Peso Moral na casa dele, que viu eu cantando e achou muito loko o bang, falou assim pra mim "Mano o Bang é loko e esse assovio é do Jorge Ben? E essa Base Funkeada?", daí falei "fui eu quem fiz mano" e ele me parabenizou.
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