sábado, 10 de maio de 2014

História


Em 1999 o Rap era o som que mais tocava na periferia e na escola fazíamos rodas entre a rapaziada para batalhas de freestyle.
Assim treinávamos nossas rimas rápidas tudo no improviso, com base nas músicas que ouvíamos na Rádio 105FM que era o único canal entre o movimento e os seguidores.
Não tínhamos internet e quando começamos a escrever nossas letras íamos há galeria do Rock na 24 de Maio comprar bases(instrumentais) para ritmar nossos sons.
O M ponto C surgiu na sala de aula onde um amigo meu apresentou um cara chamado André vulgo Dré e depois de nos conhecermos,  trocar ideias sobre o movimento, grupos prediletos e afins, decidimos criar um grupo.
O cara que nos apresentou era o Fábio, ele também fez parte do grupo na primeira formação. 
Ainda no tempo de escola antes de criar o Grupo de Rap criei um grife de Tags chamada "CTS" que significava Criativos, daí quando decidi criar o grupo foi só acrescentar o Manos que sempre foi a gíria entre os amigos para identificar os parceiros exemplo "Esse á meu mano(parceiro)".
Surgiu primeiramente o Manos Criativos que posteriormente com influencia do grupo "RZO - Rapaziada da Zona Oeste" que era meu predileto, modifiquei o nome para M ponto C.
Nós fizemos algumas músicas ao decorrer do tempo o Fábio que decidiu sair do grupo por questões de tempo e afinidade também.
O Dré falou de um amigo dele de vulgo Guri para fazer parte do grupo também, porem a passagem dele foi rápida pelo grupo e ele decidiu sair. 
Eu e o Dré levávamos o grupo adiante até que conheci o Baba que era do Grupo Juramento Final que ele tinha montado em Francisco Morato que começou a ensaiar mais comigo do que o próprio Dré que era do meu grupo e morava próximo.
Eu conheci um cara NERD´s que manjava bastante de computador e era bem zueiro.
Esse cara chamado Rafael foi me mostrar um Funk que ele tinha feito.
Ouvi a parada e perguntei cara como você fez essa batida, e ele falou, fiz no computador, tenho um programa que é fácil de mexer e fazer o som que você quiser.
Fiquei maravilhado e fui até a casa dele na Zona Leste - Penha para ele me mostrar o programa.
Achei muito loko aquela parada e ele me deu uma cópia do programa em um CD para eu aprender mexer.
Não tinha computador então tinha que me virar para fazer as minhas batidas, ia na casa de uns amigos que sabia que tinha computador e falava que ia estudar umas paradas do meu curso de Informática, mais na verdade eu ia fazer as bases.
Juntei uma grana e comprei um computador, instalei o programa e comecei a fuçar, aprendi e comecei a fazer eu mesmo minhas bases.
O Dré depois de um tempo falou que não era aquilo que ele queria pra vida dele, que ele curtia o movimento mas não queria ser colaborador para o mesmo e sim ficar como espectador, daí fiquei sozinho com o meu sonho.
Convidei o Baba para entrar no meu grupo já que ele era tipo eu, um cara que corria atrás e estava sozinho, pois ele tinha mudado de Francisco Morato para o Jardim Rincão e não estava próximo dos outros integrantes do grupo dele.
Ele topou e nós intercalávamos as musicas dele com as minhas e fazíamos o corre para nos apresentar.
Coloquei mais um cara no grupo o Boca que era parceiro meu e cantava até que bem também.
Ficou bastante tempo comigo, juntamente com o DJ Mãozinha, que teve uma passagem rápida pelo grupo.
Tinha um mano do meu trampo Negão que curtia o movimento que nem eu, monstrão no bang e ele queria ser o meu DJ, ele chama Vinícus o Nego Bene que morava no Tremembé um rolé monstro pra ensaiar em casa que fica em Taipas Z/O.
Fizemos umas apresentações em escolas, showmício e no Centro no Agosto Negro que era organizado pelo DMN e apresentado pelo Nuno Mendes.
Diversas desavenças por falta de comprometimento, distância, interesses divergentes fizeram o grupo cair no esquecimento.
O Baba que era o meu parceiro que mais cantava comigo foi morar no Morro Doce e daí complicou para dar continuidade no nosso sonho.
Cheguei a conhecer um mano da Bela Vista que cantava com o Trilha Sonora do Gueto do grupo Fusão Centro Sul que se chamava Theo.
Esse Mano queria a atenção somente para o grupo dele e não deu para nós fazermos uma família e dar uma oportunidade para meu grupo.
Conheci o mano do Peso Moral na casa dele, que viu eu cantando e achou muito loko o bang, falou assim pra mim "Mano o Bang é loko e esse assovio é do Jorge Ben? E essa Base Funkeada?", daí falei "fui eu quem fiz mano" e ele me parabenizou.   

2 comentários:

  1. Ai Da hora Clebão to ligado que vc se dedicava memo na parada e se fazia umas rima boa tbm mlq ... mais se ta ligado sem dinheiro pra leva uma parada pra frente fica foda fmz ter participado do corre mano. abraço

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    1. É nóis nego, o bang era loko, apesar dos pesares, foi da hora esse tempo.
      Sonhávamos bastante em dar certo a parada, mas o corre do dia à dia fez tomarmos outro rumo. Abraço!

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